"and I feel like I'm naked in front of the crowd
cause these words are my diary, screaming and loud
and I know that you'll use them, however you want to."

Agosto 16, 2010

à Paname*

Então, no sábado dia 7, pegamos o trem para Paris. Descemos do TGV e começou a maratona do metrô e nem preciso dizer que de cara descemos na estação errada e começou a chover. Quando chegamos no apartamento da amiga da Cindy, lá na pontinha noroeste da capital dos franceses, eu já sabia de cor o mapinha da subway.

E assim passamos seis dias em Paris. Entre trem, metrô, ônibus e barco. Visitamos o Louvre e entramos no empurra-empurra para ver a Monalisa, indiferente à tanta fama, tanta gente. Perdemo-nos entre esculturas, quadros e objetos caros. E saímos lá, ansiosas por ar, comida e vida terrestre.
Sentamos no "Jardin des Tuileries" com sanduíche, suco e sobremesa e fizemos nosso próprio banquete, do lado de fora da sala de jantar de Napoleão. Dali fomos parar na Place du Carrousel, onde andamos de Air Swing, porque a roda gigante era muito romântico. Seguimos em direção ao Obelisque e atravessamos a Place de La Concorde.

Caminhamos pela Champs Élysées, trocando conversa fiada e enfim chegamos no Arc De Triomphe. E assim foi no dia seguinte e no outro, levamos a vida entre os degraus e luzes da Torre Eiffel, o silêncio intrigante da Place de l'Ópera, as cortinas caras do Castelo de Versailles, as pontes do Rio Seine, os portões fechados da Catedral de Notre Dame e as velas acesas em Sacré Coeur. Os espetáculos de teatro e música em cada esquina dos pontos turísticos, as lojinhas de souvenirs e todos os turistas com seus olhares curiosos e máquinas fotográficas.

Tudo alinhavado pelas linhas ágeis do metrô e com paradas estratégicas para uma cerveja e uma salada. Até o dia em que resolvemos fazer sanduíches em casa, colocar a mochila nas costas e pegar o trem para Disneyland Paris. O dia que choveu pela segunda vez.

E lá, embaixo de chuva, voltamos a ser crianças. Pulamos de um lado para o outro e só nos demos conta que já não temos tanta energia assim, quando acordarmos no dia seguinte morrendo de dor nas costas e nos pés.

Sexta-feira era hora de voltar para casa. E por mais linda que Paris seja, eu queria um colchão que não fosse de ar e um ar que não fosse de Paris. Ser turista cansa. Cette vie c'est trop dure!

À bientôt, Paris!

*Paname é como os franceses carinhosamente se referem à Paris. O apelido vem lá do século 20, quando operários escavavam o Canal Panamá e popularizaram os chapéus equatorianos usados na obra na capital francesa.

2 opinadas:

Evelyn Bastos disse...

Aiii que delícia! Mas tu ta abusada né mulher... hahaha, como assim essa vida cansa?! Vem ser uma reles-mortal jornalista novamente, vem!? hahaha. Te adoro nega. Aproveita!!! Linda as fotos!

Léli disse...

Adorei! Adoro as tuas sempre peculiares narrativas de viagem!!!

=DD

Sadadeees!